Quais
são as preocupações mais comuns entre os
utilizadores
dos
sanitários
públicos?
1. A preocupação com a higiene é
o
principal
motivo de insatisfação.
Alguns comentários incluem:
"Eu levo sempre coberturas extras
para
a tampa de sanita
na minha mala."
"Os sanitários públicos estão normalmente sujos e nunca se sabe o que
se pode lá encontrar."
"Eu não gostaria de ter que abrir uma maçaneta depois de ter lavado as
mãos. Gosto das portas 'vai-vém', elas são muito mais práticas."
"O chão está sempre molhado e sujo nas casas de banho públicas."
2. O
relatório classificou a privacidade como
a
segunda
preocupação para os entrevistados:
"É
constrangedor ver os outros a urinar enquanto aguarda sua vez no
urinol.
Um espaço reservado e individual seria muito melhor!"
3. A
preocupação com a segurança
dos
objectos
pessoais
e
a
conveniência foram classificadas em terceiro e quarto lugares,
respectivamente.
"As paredes e as portas deveriam ter cabides para pendurar os
nossos
objectos.
Além disso, o espaço por baixo da porta é muito grande. Roubaram-me a
minha pasta por baixo da porta."
"Poderia existir uma pequena estante sob o lavatório, larga o
suficiente para por a minha pasta. Eu normalmente tenho de a segurar
entre os joelhos enquanto lavo as mãos, porque o balcão está sempre
muito molhado."
Algumas opiniões dos utilizadores que devem receber atenção especial:
De uma forma geral, os utilizadores dos sanitários:
- consideram-nos sujos e anti-higiénicos;
- evitam tocar em qualquer parte do sanitário
público com medo de contaminação;
- os sanitários não são projectados de modo a satisfazer as
necessidades de segurança;
- os viajantes preferem uma cabine individual que usar um separador
num sanitário público;
- as tampas de sanita deveriam ser sempre brancas
para demonstrar que estão
limpas;
- os sistemas de ventilação deveriam ser considerados;
- o uso de sacos desodorizantes mantém o ar
com odor fresco;
- muitas pessoas trazem coberturas de assento
de sanita extras na mala ou forram
os assentos com papel higiénico;
- as tampas de sanita deveriam ter uma manivela pequena ao lado para o
elevar ou baixar, sem a necessidade lhe tocar;
- os dispositivos automáticos deveriam ser um
imperativo.
As
pessoas não querem tocar em
nada
numa
casa de banho
pública;
- melhorias e sistemas de impermeabilização também são um imperativo
para muitos utilizadores.
Sem dúvida, um dos problemas mais sérios com os estabelecimentos
públicos é a falta de providências de design específicos para
mulheres. Este foi uma das principais discussões levantadas durante o
estudo. O problema ocorre pois a grande maioria das mulheres não se
senta nas casas de banho dos estabelecimentos públicos como fazem em
casa. Numa pesquisa administrada na Grã-bretanha, descobriu-se que
quase 96% das mulheres entrevistadas afirmaram
nunca se sentarem na sanita de estabelecimentos públicos,
se as coberturas de assento não estiverem disponíveis. Ao invés de se
sentar, eles sustêm-se ou agacham-se para
evitar qualquer contacto com a instalação.
Frequentemente os resultados são pingos de
urina no assento, na sanita e no chão.
(Bathroom, Alexandra Kira, King Press, Nova Iorque, 1976.)
As
coberturas
para
tampas de sanita
são um imperativo e deveriam ser indispensáveis em todas as casas de
banho públicas. A maioria dos utilizadores, inclusive homens,
mulheres, e deficientes físicos, usam coberturas
para
tampas de sanita
regularmente. Contudo, as coberturas plásticas normalmente estão
em cima das sanitas, local que, em muitos casos, representa um desafio
para deficientes físicos.
O TESTE
Reconhecendo tal dificuldade, alguns fabricantes foram desafiados a
desenvolver dispositivos de cobertura de
assentos automatizados que dispensassem uma cobertura feita de
plástico.
O estudo aplicou testes em duas coberturas de assentos
sanitários automáticos actualmente disponíveis no mercado. Nos dois
casos o material usado pela cobertura não permitiu a passagem de
humidade, e seguramente evitou a contaminação
através de germes e bactérias nocivas à saúde. No primeiro modelo, a
pessoa activava o sistema pressionando um botão ao lado da unidade, o
que poderia levar a uma contaminação. Já no segundo modelo, não
permitia nenhum contacto directo
do utilizador com o sistema, pois o sensor
detectava um leve passar de mãos à sua frente e iniciava o
processo de higienização.
As pessoas certificavam-se que o sistema estava a trabalhar
correctamente e que a cobertura protectora era eliminada a cada uso.
Dos dois meios de activação de cobertura de assento descritos acima,
os utilizadores claramente preferiram o
produto com
o accionamento de sensor automático, sobretudo os
utilizadores portadores de deficiências físicas que assim não
necessitam de grandes esforços para activar o sistema.
O que os utilizadores disseram:
"Eu uso sempre uma cobertura plástica
para
a tampa de sanita
quando esta está disponível, mas elas nunca são grandes o suficiente
para cobrir
a
tampa
correctamente. Definitivamente é preciso desenvolver um método
diferenciado."
"Uma cobertura
para
a tampa de sanita
automatizada é agradável contanto que esteja a trabalhar
correctamente. Eu quero alguma garantia que
estou a adquirir uma cobertura
unica
e nunca antes utilizada.
"A cobertura de
assento automática com o sensor electrónico é melhor.
Não é necessário tocar no sistema.
Também gosto de ver que uma cobertura nova está a ser utilizada a cada
troca."
CONCLUSÃO
Os utilizadores preocupam-se
com a limpeza e as condições de higiene dos sanitários públicos que
irão utilizar. Evitam tocar em louças,
descargas, maçanetas ou qualquer parte dessas instalações com medo de
se contaminar com germes e bactérias.
Sistemas accionados automaticamente e materiais
descartáveis são tidos como obrigatórios em qualquer instalação
sanitária. Embora este estudo tenha sido realizado apenas
em sanitários de aeroportos, podemos imaginar que as conclusões
apresentadas nesse relatório representam a opinião da maioria da
população. Desta forma, as mesmas exigências sanitárias anteriormente
descritas devem ser consideradas em todo e qualquer estabelecimento de
utilização pública.

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